Bolsonaro debocha de prisão de Lula e causa revolta entre opositores nas redes sociais

Bolsonaro debocha de prisão de Lula e causa revolta entre opositores nas redes sociais

Após o juiz Sérgio Moro ter determinado a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva , o deputado Jair Bolsonaro utilizou o Twitter para ironizar a situação. Na rede social, o

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Após o juiz Sérgio Moro ter determinado a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva , o deputado Jair Bolsonaro utilizou o Twitter para ironizar a situação. Na rede social, o pré-candidato à Presidência publicou apenas "Boa noite", acompanhado de emojis de um sinal positivo e da bandeira do Brasil.

A reação dos seguidores de Bolsonaro foi imeadiata. Em menos de uma hora, a publicação recebeu mais de 1,2 mil respostas, 3,4 mil retweets e 12 mil curtidas. As respostas do tweet, inclusive, resultaram em um debate entre os que concordam e discordam da prisão de Lula .

"Quem ri por último, ri melhor. Aguardem, vamos destroçar esse verme chamado Bolsolixo nas urnas", disse um usuário do Twitter. "Eu falo: o Brasil tinha que ser dividido no meio. Quem quiser o governo comunista continua lá para cima, mas deixa a gente em paz", retrucou outra usuária.

A prisão de Lula

Segundo a determinação de Moro , o ex-presidente tem até as 17h de sexta-feira (6) para se entregar. Responsável por condenar, na primeira instância, o ex-presidente por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá (SP), Moro justificou a concessão de prazo para Lula se entregar voluntariamente alegando a "dignidade do cargo" que o petista ocupou. O juiz de Curitiba também proibiu que sejam utilizadas algemas no ex-presidente.

Na última quarta-feira (4), em votação no Superior Tribunal Federal, a maioria dos ministros decidiu que Moro poderia ordernar a prisão imediata de Lula tão logo seu processo fosse encerrado no Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF-4). Em seu despacho, o juiz Moro considerou que não caberia aguardar o julgamento desse tipo de recurso pois, em seu entendimento, esses novos embargos "constituem apenas uma patologia protelatória"