Caravana de Lula é recebida a tiros no Paraná e Gleise chama ataque de "emboscada"

Caravana de Lula é recebida a tiros no Paraná e Gleise chama ataque de "emboscada"

LARANJEIRAS DO SUL (PR) - O delegado Fabiano Oliveira, de Laranjeiras do Sul (PR), confirmou ao Estado que um dos ônibus da caravana do ex-presidente Luiz Inácio da Silva&nbs

Leia tudo

LARANJEIRAS DO SUL (PR) - O delegado Fabiano Oliveira, de Laranjeiras do Sul (PR), confirmou ao Estado que um dos ônibus da caravana do ex-presidente Luiz Inácio da Silva foi alvejado ao menos por um tiro. 

“Pelo menos uma das marcas é de arma de fogo”, afirmou. “Se as outras (marcas) são, apenas a perícia irá dizer.” Oliveira é o responsável pelo caso na cidade paranaense.

Segundo relatos de integrantes da caravana do petista, um dos veículos apresentava marcas de três tiros. Um disparo perfurou a lataria e outros dois atingiram os vidros. Ninguém ficou ferido.

Outro ônibus também foi alvo de um disparo. Um terceiro ônibus, o qual estava o ex-presidente Lula, não foi atingido. Após perícia, e com a confirmação de que os ônibus foram alvejados por tiros, será aberto um inquérito policial.

O coordenador da caravana, Márcio Macedo, informou que vai apurar detalhes do ataque, mas já disse que se algo acontecer ao ex-presidente ou a qualquer integrante da comitiva "será responsabilidade" do presidente Michel Temer, do ministro de Segurança Pública, Raul Jungmann, e do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB).

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, disse que a caravana foi "vítima de uma emboscada". "Poderiam ter matado o presidente Lula, que é esse o objetivo dessa gente", afirmou.

O trecho do Paraná foi o único em que a caravana não foi escoltada por policiais. No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, os ônibus foram acompanhados pela polícia militar estadual e pela Polícia Rodoviária Federal. Gleisi disse que, após o ataque desta terça, os organizadores procuraram Jungmann pedindo reforço. Eles também registraram boletim de ocorrência.