Especialista afirma que apenas uma coisa pode compensar a falta de tempo de TV de Bolsonaro, saiba qual é

Especialista afirma que apenas uma coisa pode compensar a falta de tempo de TV de Bolsonaro, saiba qual é

Agora que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado criminalmente em segunda instância e pode ser barrado da disputa presidencial de 2018 pela Lei da Ficha Limpa, o deputado federal

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Agora que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva foi condenado criminalmente em segunda instância e pode ser barrado da
disputa presidencial de 2018 pela Lei da Ficha Limpa, o deputado federal Jair
Bolsonaro (PSC-RJ) desponta como principal nome a substituir o petista na
liderança das intenções de voto.

Das consequências de se candidatar por uma sigla
"nanica" até o apoio de uma militância motivada principalmente nas
redes sociais.

Pouco tempo de TV

Bolsonaro, hoje no PSC (Partido Social Cristão),
anunciou sua intenção de se filiar ao PSL (Partido Social Liberal) para
concorrer à Presidência da República. Até agora, nenhum outro partido confirmou
que pretende se coligar à legenda.



Conseguir apoio de outras siglas, principalmente
das maiores, é importante porque a distribuição de dinheiro público para
campanha e do tempo de propaganda na TV é proporcional ao tamanho das bancadas
na Câmara dos Deputados, observa o cientista político Geraldo Tadeu Monteiro,
professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).São fórmulas que
dependem do número de deputados eleitos ou do número de votos obtidos na
eleição anterior.



E o PSL elegeu apenas dois deputados em 2014. O
cálculo sobre o tempo de TV na eleição presidencial dependerá de quantos
candidatos vão concorrer e com que coligações, mas, pelas regras atuais, é
improvável que o partido tenha mais que 15 segundos de cada bloco de 12 minutos
e meio de propaganda (serão seis blocos por semana, durante 35 dias de
campanha).







"Isso pesa
porque, se ele estiver bem nas pesquisas, é inevitável que sofra ataques. E o
ataque massivo requer respostas. Ele não vai ter tempo de televisão nem para
apresentar proposta, nem para se defender", afirma o cientista político
Jairo Pimentel, pesquisador da FGV
 .


.A variável sem resposta nesta análise é o papel
que a propaganda de TV tradicional terá em uma opinião pública cada vez mais
conectada às redes sociais.

Outros especialistas garantem que sua militância nas ruas e nas redes sociais serão algo determinante nestas eleições, uma vez que Jair Bolsonaro é comprovadamente o candidato mais ativo nestas redes.

"A militância mais apaixonada tem uma papel fundamental, mas não sei se consegue suprir por completo a falta de capilaridade da campanha, porque sua atuação tende a ser menos organizada que a dos partidos", pondera.

"A equipe do Bolsonaro precisa pensar em estratégias para esses jovens de 20 anos que acessam internet e estão dispostos a repercutir sua campanha, mas também terá que criar material que chegará ao WhatsApp, aos grupos de família, atingindo pessoas de 40, 50, 60 anos", afirma o especialista Jamil Marques.

Segundo o Datafolha, o eleitor de Bolsonaro é o mais é o que mais dissemina conteúdo político nessas plataformas. Do total, 93% têm conta no WhatsApp. Entre eles, 43% disseram disseminar conteúdo ali e esta é a sua maior chance na falta de tempo de TV.