Exército enfrenta problemas com "pessoas que defendem criminosos" e com regras rígidas para ação no país

Exército enfrenta problemas com "pessoas que defendem criminosos" e com regras rígidas para ação no país

“A maior dificuldade que temos aqui é de atuar contra brasileiros. É diferente das outras operações militares típicas, onde temos um inimigo físico definido, de uniforme. No confronto urbano, nós não

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“A maior dificuldade que temos aqui é de atuar contra brasileiros. É diferente das outras operações militares típicas, onde temos um inimigo físico definido, de uniforme. No confronto urbano, nós não podemos ver o inimigo do outro lado. O traficante, o ladrão e os suspeitos estão no meio do povo”, explica o coronel Vladimir Schubert Ferreira.

  “Os criminosos usam a população para impor medo. Aqui dentro, no nosso país, as regras de engajamento (espécie de manual com as regras das ações militares) são mais rígidas. Respondemos por qualquer disparo feito. Já no Haiti, as regra da ONU são mais flexíveis, um dos grandes problemas é quando existem pessoas que defendem os criminosos”, acrescenta o coronel.
Emprego militar dentro do país


O professor e historiador militar Geraldo Cavanhari, criador do centro de estudos estratégicos da Unicamp, critica o aumento do emprego militar no interior do país.


“O Exército não pode arcar com o compromisso que não lhe cabe, de ficar correndo atrás de bandido em morro. Ele pode e deve colaborar com os meios que possui, mas a diferença é muito grande. Militar tem uma visão diferente, de ordem e planejamento. Ninguém faz nada sem dar satisfação”, explica.