Lucas Lima revê o Santos no clássico: "Sei o que representa"

Lucas Lima revê o Santos no clássico: "Sei o que representa"

As vésperas de enfrentar o Santos pela primeira vez desde que trocou o clube pelo Palmeiras, na virada do ano, Lucas Lima tem se contagiado com a ansiedade da torcida. A mesma torcida com a qual

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As vésperas de enfrentar o Santos pela primeira vez desde que trocou o clube pelo Palmeiras, na virada do ano, Lucas Lima tem se contagiado com a ansiedade da torcida. A mesma torcida com a qual trocou provocações um dia e que agora espera que ele seja decisivo no clássico de domingo, às 17h, na arena, pelo Paulistão.
Em evento de uma patrocinadora, na noite da última quinta-feira, em um shopping da capital paulista, o meia pôde ouvir de perto os pedidos por vitória no domingo.

Além de retribuir o carinho dos novos fãs, ele conversou rapidamente com a imprensa e se mostrou consciente da importância de uma boa atuação (não só dele) diante de seus ex-companheiros.

– É bom focar um pouquinho mais, é um jogo importante. Sei o que representa para essa galera aí, para a torcida do Palmeiras. Sabia que isso cedo ou tarde iria acontecer. Isso me motiva mais, porque quando a gente é pequenininho a gente sonha com jogos grandes. Esse é um jogo grande. Espero representar bem e sair vitorioso – disse.

Veja o que mais Lucas Lima disse:

Carinho instantâneo da torcida

– É o que me motiva cada vez mais (a torcida). Não é fácil você sair de um clube em que já está adaptado. Hoje vejo que fiz a escolha certa em todos os sentidos. Estou muito feliz. Vivi momentos maravilhosos com a camisa do Santos e hoje estou vivendo com a camisa do Palmeiras.

Estrutura do Palmeiras
– Já tinham me falado que era diferente e trabalhando eu vi que é mesmo. Antes de conhecer, quando estava próximo do acerto, perguntei para algumas pessoas que já conheciam e todas falaram super bem. Meu pai acabou indo antes ao CT e ficou surpreso também. É diferente mesmo. Creio que o Palmeiras hoje é um clube europeu. Até grandes clubes não têm isso lá fora.

Obrigação agora pelo Palmeiras
– Ah, eles (colegas de time) não me falaram isso ainda, não (que precisa resolver). Mas o ambiente é legal, família mesmo. Estou muito feliz. Sempre que dou entrevista eu agradeço a rapaziada por ter me recebido super bem. A gente vem fazendo bons jogos, vem crescendo a cada jogo, e temos tudo para fazer mais um grande jogo. É continuar trabalhando nessa semana para chegar no domingo e arrasar.

Contato com elenco do Santos
– Eu tenho um carinho imenso pela rapaziada de lá. Ultimamente perdi um pouco de contato, mas sempre vou ter carinho e respeito. Foram quatro anos junto com a maioria lá. São amigos que vou levar para sempre comigo. Mas nessas horas é bom deixar um pouquinho de lado, né? Cada um defendendo o seu. Vou defender as cores do Palmeiras da melhor forma.

Conversa depois do clássico
– Depois do jogo não, né? Lá para a frente a gente conversa sobre isso (risos). Com certeza não vou passar agora. Mas tenho um carinho imenso pelo David, ele sempre me ajudou. Sempre que eu estive lá, nos momentos mais difíceis, ele procurou me defender. Tenho um carinho muito grande por ele, mas vou defender o Palmeiras. Esse negócio de WhatsApp deixa para depois.

Vai provocar o Santos?
– Geralmente as pessoas acham que é tudo preparado, mas eu nunca preparei. Sempre que tuítei alguma coisa foi no momento, uma coisa muito rápida. Quando ia ver, já estava tuitado. Dá muita polêmica, muita audiência, e às vezes vai muito para o lado negativo. Eu nunca pensei em fazer isso, não quero criar ódio em A ou B. Isso é o chato do futebol hoje, mas se tiver que tuitar alguma coisa eu vou tuitar.

Seguidores a mais?
– Eu ganhei bastante seguidor, sim. Não fico acompanhando, mas vi que cresceu bastante.

Carinho da torcida
– Logo que saiu que eu tinha acertado, geral me mandava: "Grava um vídeo aí, troca a foto do seu Instagram aí". Isso me surpreendeu de forma positiva. Sempre tem uns que desconfiam, mas sempre quis retribuir o que eles fizeram para mim. Não é fácil, depois de quatro anos no rival, você trocar de clube.

Repercussão no Palmeiras
– Acaba sendo diferente, sim. Aqui a gente está no centro de São Paulo. Minha chegada repercutiu muito bem. Alguns desconfiaram da minha qualidade desde o ano passado, por tudo o que aconteceu. Mas é manter o foco. Quando você for bem, não pode se achar o melhor. Quando for mal, não pode ser o pior. É manter essa linha, ser regular.

- Fonte: Globo Esporte