Ministro defensor mordaz de Lula no STF não concedeu habeas corpus para pescador amador

Ministro defensor mordaz de Lula no STF não concedeu habeas corpus para pescador amador

Ontem conhecemos um Ricardo Lewandowski radicalmente garantista. Foi o mesmo garantista que inventou uma nova lei do impeachment, que cassou Dilma, mas garantiu seus direitos políticos.

Leia tudo

Ontem conhecemos um Ricardo Lewandowski radicalmente garantista. Foi o mesmo garantista que inventou uma nova lei do impeachment, que cassou Dilma, mas garantiu seus direitos políticos. Aparentemente, trata-se de coerência. É uma pena que não é o mesmo Lewandowski que em 2012 negou um Habeas Corpus e tentou condenar um pescador preso com 12 camarões.

A sorte naquela época foi que Lewandowski foi derrotado pela divergência do ex-Ministro Cesar Peluso. Peluso apontou o óbvio: a quantidade era insignificante e não fazia sentido punir o coitado. Mas o Lewandowski de 2012 era diferente. Radical cumpridor das leis, dizia que a legislação havia sido feita para proteger o meio-ambiente e por isso o pescador com 12 camarões merecia uma pena exemplar.

“Esse dispositivo visa preservar a desova dos peixes e crustáceos, na época em que eles se reproduzem. Então se permite apenas certo tipo de instrumento para pesca, e não aquele que foi utilizado – uma rede de malha finíssima”, afirmou.

Pensando bem, talvez Lewandowski estava sendo coerente.

Desde 2012 ele atua radicalmente na proteção de Lula e outros frutos do mar.

De outro lado, fica claro que aquele papo ouvido ontem de que "esta Corte não faz acepção entre ricos e pobres, poderosos e sem poder".