Palmeiras nega, mas mercado evidencia favoritismo em clássico contra Santos

Palmeiras nega, mas mercado evidencia favoritismo em clássico contra Santos

Patrocínio, rendas de bilheterias, direito de TV e até venda de jogadores fizeram Palmeiras e Santos se distanciarem bastante na atuação no mercado da bola nos últimos anos. Rivais no domingo, as

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Patrocínio, rendas de bilheterias, direito de TV e até venda de jogadores fizeram Palmeiras e Santos se distanciarem bastante na atuação no mercado da bola nos últimos anos. Rivais no domingo, as duas equipes tiveram atuação distintas no planejamento de 2018.
Apesar da tentativa de não aceitar o favoritismo, os palmeirenses sabem que têm melhores condições para vencer a partida no Allianz Parque, não só por atuar em casa e pelos investimentos, mas também por ser a única equipe 100% no Paulista. Basta olhar para o banco de reservas e perceber que boa parte dos que ali estão seriam titulares no Alvinegro.

O Alviverde gastou mais de R$ 60 milhões entre a compra dos direitos econômicos, luvas e comissões para trazer Weverton, Emerson Santos, Diogo Barbosa, Gustavo Scarpa e Lucas Lima. Desses todos, apenas o último será titular.

O meio-campista, aliás, simboliza a grande diferença da atuação de ambos no mercado. Principal estrela da Vila Belmiro por anos, ele preferiu deixar a equipe da Baixada ao fim de seu contrato para assinar por cinco anos com o time da capital.

O alto investimento, inclusive, inviabiliza o uso das categorias de base na Academia de Futebol. Entre os garotos, apenas Pedrão e Daniel Fuzatto estão treinando com o grupo e estão bem longe de terem uma chance.
Já a nova diretoria do Santos, comandada pelo presidente José Carlos Peres, assumiu o clube com muitas dívidas e até salários atrasados, "herança" deixada pelo ex-presidente Modesto Roma. Por conta disso, Peres e companhia definiram uma estratégia: realizar contratações pontuais e apostar na nova safra de Meninos da Vila.

O lateral esquerdo Romário foi a primeira contratação do clube para 2018. Aliás, este reforço foi fechado ainda por Modesto em 2017. Neste caso, o clube só pagou salários.

No mês passado, a diretoria santista confirmou a contratação de Eduardo Sasha. O atleta pertence ao Internacional e ficará por empréstimo na Vila Belmiro até o fim desta temporada. A estratégia foi mantida, e o clube paulista só arcou com o ordenado do atleta.

Gabigol foi o reforço mais caro do Santos em 2018. No entanto, a política de apenas pagar o ordenado foi mantida, mesmo que seja um salário considerado "alto" para os padrões do clube atualmente. Gabriel recebe na Inter de Milão, da Itália, cerca de R$ 1 milhão por mês.

A Inter não cobrou pelo empréstimo, mas pediu 1,7 milhão de euros (R$ 6,6 milhões) em três parcelas para liberar o jogador – valor equivalente a 60% do ordenado de Gabigol até o fim do ano. O restante será pago pelo clube italiano. 

O último grande investimento do Santos pode ser o meia-atacante Lucas Zelarayán. O UOL Esporte apurou que o clube paulista pagará US$ 500 mil (cerca de R$ 1,5 milhão) por empréstimo até o fim desta temporada. O argentino, inclusive, é esperado para realizar exames médicos e assinar contrato. Zelarayán receberá cerca de US$ 100 mil de salário mensal (R$ 318 mil), mas o clube mexicano pagará parte do ordenado.

Sem dinheiro para grandes contratações, o Santos aposta novamente nos Meninos da Vila. Rodrygo puxa a fila da nova safra, que ainda conta com Yuri Alberto, Lucas Lourenço, Victor Yan e Robson Bambu. Sem falar em Arthur Gomes, que ganhou a posição de titular após a lesão de Bruno Henrique, e já marcou dois gols nesta temporada, o mesmo número de gols de Rodrygo. Os dois ainda não são considerados titulares absolutos do time, mas o lobby da torcida por Rodrygo é muito grande. Caju, Lucas Veríssimo e Alison completam a lista de titulares que foram revelados pelo Santos.
- Fonte: UOL